História

Diagnosticado em 2006 com diabetes Tipo 1 (usa insulina diariamente) e precisando viajar para atender seus clientes, o jornalista Luiz Carlos Beraldo não encontrou à venda nenhum tipo de equipamento portátil que conservasse a insulina na faixa de temperatura recomendada, durante suas viagens.

Minigelmed
Tamanho e peso ideal para ser levada a toda parte, na mão ou à tiracolo.

Para se manter em condições ideais e durar mais, a insulina deve ser armazenada em temperatura controlada e não sofrer grandes variações.

A insulina não é cara. É fornecida gratuitamente pelo governo, em diversos países, como o Brasil. Mas ter que comprar ou buscar novos frascos após cada viagem pode ser complicado, inconveniente ou até mesmo impossível, especialmente nas viagens a trabalho, em que o tempo é cronometrado e nem sempre há uma farmácia, nas proximidades, que tenha infraestrutura de armazenamento para poder comercializa-la.

A insulina não deve ficar na mala de viagem, no bagageiro de aviões nem de ônibus ou mesmo carros pois podem atingir menos de zero e mais de 30 graus centigrados por períodos suficientes para ser inutilizada. Nas paradas, deve-se cuidar para não ficar ao sol ou em lugares quentes.

Após ver que a insulina realmente perdia o efeito se ficasse exposta a temperaturas extremas, Beraldo começou a monitorar diversas “bolsas térmicas” vendidas para se transportar insulina. Com um termômetro digital passou a medir  a temperatura da insulina durante suas viagens. E logo comprovou que nenhuma das bolsas térmicas disponíveis no mercado  – em 2006 – atendiam suas necessidades, pois expunham a insulina a mais de oito, e até mesmo a mais de 30 graus por mais de uma hora, com bastante frequência, em suas viagens pelo Brasil.

Assim, decidiu construir, ele mesmo, algo que funcionasse como gostaria, ou seja, que mantivesse a insulina na faixa de temperatura recomendada durante várias horas sem estar ligado na tomada da parede ou no ‘isqueiro’ do carro. Uma mini geladeira portátil.

Após muita pesquisa, montando e testando dezenas de protótipos, Beraldo construiu sua primeira mini geladeira portátil em 2007. Em 2008 fez outras duas versões, incorporando aprimoramentos identificados no uso prático das primeiras viagens a trabalho.

Diante do sucesso da terceira versão, em 2008, solicitou no mesmo ano o registro de patente de Modelo de Utilidade junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Com autonomia para 9 a 10 horas, aquela versão ficou tão boa que foi usada até 2015, quando Beraldo decidiu desenvolver um novo modelo, ainda mais leve e compacto.

Isso foi possível graças, principalmente, à evolução das baterias, ocorrida no período. A maior tolerância de alguns tipos de insulina permitiu aumentar ainda mais a autonomia do equipamento.

Assim surgiu a quarta versão, concluída no início de 2016, como resultado de dez anos de pesquisas e experiências práticas. Minigelmed, mini geladeira para medicamentos.

Uma maneira prática e segura de transportar e manter, com o devido cuidado, algo tão importante para a vida das pessoas que o usam.